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Maceió já registrou mais de mil ocorrências de violência contra mulher em 2011
12/04/11 
Por: alemtemporeal

 

Pelos números, a cada dia, dez mulheres prestam queixa na delegacia especializada

A violência contra mulher ainda continua liderando o ranking de ocorrências policiais em todo o país. No Brasil, estima-se que a cada dois minutos, pelo menos cinco mulheres são agredidas, apesar de indíce ainda ser alto, o país já viveu momentos piores, onde oito mulheres eram espancadas no mesmo intervalo de tempo. Dados da 2ª Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Mulher (DEDDM) – localizada no Salvador Lyra – de mostram que somente de janeiro deste ano até o fechamento da última terça-feira (05), foram registradas 645 ocorrências, naquela especializada.

De acordo com a Delegada titular da 2ª delegacia, Maria Angelita, diariamente são registradas cerca de 20 ocorrências entre lesões corporais e ameaças, um número ainda considerado muito alto. “É importante lembrar que esses números alarmantes não querem dizer que a violência aumentou; o que acontece é que elas (mulheres) estão tendo coragem em denunciar. Sabemos que a realidade é diferente e, que os números são bem maiores, uma vez que, geralmente elas não denunciam”, explica.

Somente na 2ª delegacia já foram instaurados 136 inquéritos policiais, destes 103 com autoria definida, e 31 com prisão do autor. É importante lembrar que todas as ocorrências são registradas e os inquéritos são instaurados, mas, o que normalmente acontece é que as vítimas não comparecem para audiência ou até mesmo resolvem retirar a queixa. “Todos os casos são providenciados e resolvidos em julgamento, mas há aquelas em que abandonam o caso”, ressalta acrescentando que normalmente eles (agressores) comparecem ao julgamento e lá eles se comprometem a não ameaçar e nem agredir.

Na verdade, a violência doméstica está relacionada a uma questão cultural dos homens, onde eles se portam como se fossem proprietário da mulher. “Temos que cavar muito fundo para mudar essa consciência machista. Vivemos uma realidade muito complicada onde o sentimento de posse é geral”, expõe a Angelita.

Perguntado sobre o que o departamento vem fazendo para, de certa forma, auxiliar no combate, a essa prática, a delegada conta que é realizado um trabalho preventivo e de conscientização na região, visitando associações e escolas. “Realizamos palestras para informar as mulheres sobre seus direitos, e aos homens mostramos as consequências da agressão”, afirma.

Medo de represália

O número de violência contra mulher é bem maior do que se pensa e do que é mostrado, uma vez que na maioria dos casos, as vítimas têm medo de denunciar seus companheiros por medo de represália. Além do envolvimento psicológico das vítimas e dependência emocional, existe a dependência financeira, fatores que complicam e implicam na hora de denunciar. “Na verdade existe uma conjuntura. É muito dificil acabar a relação após a agressão; normalmente elas acreditam que eles vão melhorar e acabam permanecendo com seu agressor. Isso é fato”, pondera acrescentando que infelizmente essa situação tem tomado proporções mais drásticas levando a morte de várias mulheres. “É lamentável, mas, infelizmente têm acontecido mortes, ainda é um índice alto”, conclui.

A delegada lembra, ainda, que a lei Maria da Penha foi fundamental para esse processo; com ela aumentou o número de denúncias. “De certa forma ela (Lei) intimida os homens a exercerem essa prática; eles sabem da consequência que sofrerão se agredir suas companheiras. É possível notar que a cada dia há mais mulheres dizendo um ‘Não’ à violência”, destaca lembrando que na delegacia também são registradas brigas de vizinhas e colegas de trabalho. “Todo tipo de ocorrência relacionado a mulher é registrado nessa delegacia”, finaliza Angelita
 

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Decisões Preconceituosas
Autor: Cristina Dia 27/05/2011 - 21:46
Estranho dizer que as "mulheres" não comparecem as audiências ou retiram a queixa, quando muitas vezes a polícia sequer avisa se o processo já foi ou não para o MP, levam meses para entrar em contato pela primeira vez, e desde o primeirissimo contato até o ultimo perguntam insistentemente se a mulher "tem certeza de que quer dar a queixa". Se fosse mesmo por medo da mulher retirar, eles não arquivariam casos sem autorização da vítima. E isso acontece. O que há, na verdade, é um enorme interesse da polícia de que a mulher não dê a queixa ou não leve adiante e isso ou quase ninguém sabe ou finge não saber.
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