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Mulheres ganham 96,7% do salário pago aos homens em Marília
06/03/11 
Por: Taís Iatecola

Diferença que era de 11% caiu para 3,27% em 11 anos e hoje elas já ocupam cada vez mais funções consideradas masculinas

Em 11 anos, a mulher mariliense aumentou sua participação no mercado de trabalho, melhorou o grau de instrução em relação ao homem e se tornou maioria entre a população. Último Censo revelou que as mulheres já são 111.999 e os homens 104.694.

Mesmo com essas conquistas, continuam a ter ganhos médios menores, porém a diferença salarial caiu de 11% para 3,27% de 1999 a 2009, segundo levantamento da Fundação Seade.

No primeiro ano da série, a mariliense tinha ganhos de R$ 642,98 e os homens de R$ 722,23. Já em 2009, essa diferença diminuiu: homens passaram a receber R$ 1.406,77 e as mulheres, R$ 1.360,03.

O fato da mulher ganhar 96,7% do salário pago aos homens em 2009, ante uma percentagem de 89% em 1999, é analisado com otimismo pela Coordenadoria de Políticas para a Mulher em Marília.

"Vejo essa queda com bons olhos. É uma redução significativa em um período de tempo curto, isso demonstra que o trabalho que o município realiza em prol das mulheres está colhendo os resultados esperados", ressalta a coordenadora do serviço, Adriana Tognoli.

Ela lembra que essa conquista é ainda mais significativa porque a mulher hoje tem que cumprir tripla jornada. "Ela tem que trabalhar, ser mãe e dona de casa. Mesmo assim demonstra mais tenacidade, é determinada para estudar, se capacitar. A mulher já provou que tem condições de desempenhar as mesmas funções que os homens."

É o caso de Paula Regina Santos, 29 anos. Ela trabalha como motorista de ônibus há quatro anos. "Tentei trabalhar com transporte escolar, mas não consegui entrar na área. Decidi entregar currículo e acabei sendo chamada para um teste." Ela conta que algumas pessoas reagem ao fato de ter uma mulher conduzindo o coletivo.

"Alguns fazem piadinhas, olham desconfiados. Porém, já ouvi muitos elogios e até que outras pessoas se inspiram em mim para tirar a habilitação.

Violência doméstica deve ser tratada como epidemia no Brasil, afirma coordenadora
Os números assustam mas mostram a triste realidade. Segundo dados do Unifem (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher), a cada 15 segundos uma mulher é agredida no Brasil e a violência doméstica é a principal causa de morte entre mulheres de 16 a 44 anos de idade. Pior, assassinatos, em sua maioria, são praticados por maridos ou companheiros.

Para a coordenadora de políticas para as mulheres em Marília, Adriana Tognoli, a violência doméstica contra a mulher tem que ser tratada como uma epidemia.

"Hoje a mulher tem mais mecanismos de defesa, como os juizados especiais e a lei Maria da Penha, mas muito ainda precisa ser feito. São necessárias leis e punições mais rígidas, uma política forte de combate a essa epidemia para que a mulher se sinta mais segura e confiante na hora de denunciar."

Em maio a cidade deve ganhar o Centro de Referência da Mulher, que irá acolher, oferecer orientação social, psicológica e jurídica às mulheres vítimas de violência.

"Será a Casa da Mulher, ela vai receber atendimento emergencial, apoio e será encaminhada para projetos de geração de renda para facilitar sua inserção no mercado de trabalho. Já firmamos uma parceria com a Defensoria Pública do Estado e nesse local a mulher vai se libertar do jugo da violência."

O dia internacional da mulher é lembrado nesta terça-feira e Marília promove série de atividades em alusão a data.

 

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