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Entrevistas com autoridades e personalidades ligadas à área de defesa da mulher contra a violência doméstica
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Brasil é o 7º país no mundo em mulheres assassinadas
08/07/12 
Por: KATIANA PEREIRA
Fonte: http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=266&cid=125839

 
Promotora alerta para que as agressões não devem ser escondida embaixo do tapete

A promotora de Justiça Lindinalva Rodrigues Dalla Costa, titular da 15 a Vara da Violência Doméstica de Cuiabá, foi a primeira promotora a aplicar a Lei Maria da Penha no Brasil.

Neste ano de 2012, ela foi reconhecida pelo Governo Federal para integrar a lista “Elas fazem a diferença”, sessão criada no "Portal Brasil". Ela atribuiu a conquista como um mérito para todas as mulheres matogrossenses. Confira AQUIhttp://www.brasil.gov.br/secoes/mulher/elas-fazem-a-diferenca/lindinalva-rodrigues-dalla-costa-promotora-de-justica 

Atuando em casos polêmicos, que envolvem agressões e assassinatos de mulheres, Lindinalva afirma que, geralmente, esses crimes ocorrem no ambiente familiar.
 

Além de atuar no Ministério Público Estadual (MPE), a promotoria ocupa cargos importantes na luta contra a violência doméstica.
 

Lindinalva é Coordenadora Nacional da Copevid – Comissão Permanente de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; representa o MPE em uma campanha nacional, que vai ser lançada em 7 de agosto, chamada "Compromisso e Atitude", onde vários operadores de Direito – defensoria pública, governo, união e judiciário - irão participar .

Autora de vários livros e cartilhas sobre os direitos das mulheres e combate a violência doméstica, Lindinalva relatou a situação da violência doméstica no Brasil.

Leia os principais trechos da entrevista:

MidiaNews – Como a violência doméstica pode ser combatida?

Lindinalda Dalla Costa:
A violência doméstica não pode ser combatida somente aqui, nos processos, a golpe de lei. Temos uma problemática cultural, que advém desse processo de machismo, de comportamento, e temos que trabalhar nessa questão. Os promotores de Justiça devem atuar em trabalhos extras. Porque promotor fazer audiência é a obrigação. Somos muito bem pagos para fazer isso. Quando fazemos além do dever funcional, com projetos sociais, temos o reconhecimento. Eu fico muito feliz em ter recebido do governo Federal uma condecoração, como uma das 25 mulheres mais atuantes no Brasil, ao lado de mulheres como a Irmã Dulce e Fernanda Montenegro. A única mulher da área jurídica, nenhuma juíza, nem ministra, apenas eu, como uma simples promotora de Justiça de Mato Grosso, que é um Estado inexpressível em nível nacional. Essa foi uma conquista para todas nós, mulheres mato-grossenses, aparecermos na lista das Mulheres que Fazem a Diferença no Brasil.

MidiaNews – Existem fatores em nossa sociedade que contribuem para que a violência seja vista como um evento natural na vida?

"As mulheres têm pavor de viverem sozinhas e acabam aceitando todo tipo de situação"

Lindinalda Dalla Costa: A violência doméstica é tão naturalizada que é aceita. As mulheres têm um verdadeiro pavor de viverem sozinhas e acabam aceitando todo tipo de situação. Aceitam qualquer coisa. Nós somos criadas para acreditar que precisamos de complemento... Aí a mulher chega a uma idade, sem ter se casado, se sente encalhada, mal amada, aí acaba se rendendo para qualquer homem que aparece.

Criamos as nossas filhas e filhos com esse pensamento, de vida em par. A menina, desde pequeninha, já tem esse pensamento. Nas brincadeiras de princesas, tem a coroinha, o vestido branco e longo, o castelo, o príncipe no cavalo branco. As mulheres esperam 20, 30, 40 anos, a vida inteira esperando. E esse príncipe não vem.

Aí, quando casam, o que a mulher tem que fazer? Tem que se sacrificar para manter a vida a dois, para salvar o casamento. Então, o que a gente vê, nessas histórias de violência doméstica, são mulheres que foram criadas dessa forma. E que não conseguem se libertar desses conceitos e sofrem a violência. Elas fazem um grande sacrifício para manter o casamento, mesmo com uma vida violenta, onde já terminou o amor, o afeto, o respeito... E elas continuam ali, tentando manter a vida.

MidiaNews – Qual a participação das famílias nesse histórico de agressões?

Lindinalda Dalla Costa: A aceitação da violência acontece, em grande parte dos casos, pela cobrança do conceito de vida familiar. As mulheres colocam essa ilusão na cabeça e acreditam que só dessa forma podem viver. E, quando não conseguem manter o lar em harmonia, acreditam que a culpa é delas, e carregam um sentimento de fracasso. Aí, aguentam também os tapas, os abusos, o controle e, muitas vezes, elas perdem a vida.

MidiaNews – Quando a relação chega ao ponto de causar a morte da mulher?

Lindinalda Dalla Costa:
Quando o homem vê que está perdendo o controle, que ele não consegue mais dominar, e nem segurar a mulher pela força, ou pela autoridade, pela violência, ele mata. Em 77% dos casos de homicídios aconteceram quando a mulher decidiu terminar a relação. Quando ela percebeu que não queria mais, deixou de acreditar na promessa de amor eterno. Ai o homem, inconformado, mata a companheira.

"Quando o homem vê que ele está perdendo o controle, ele mata"

MidiaNews – Onde a violência doméstica é mais frequente? Existe uma divisão de classes?

Lindinalda Dalla Costa:
Esse tipo de violência pode acontecer comigo, com você, com nossas filhas, amigas, irmãs, sobrinhas. A violência doméstica não tem a ver com classe social, tem a ver com posse, com a forma de criação, com o machismo. Temos que aprender a nos colocar no lugar da vítima, aí vamos dar importância. Se pensarmos que a violência acontece só nas periferias, estamos muito enganados.

A violência doméstica acontece de forma linear, em todas as camadas sociais. Ocorre que as mulheres de classes menos abastadas tem menos a perder, então elas abrem boca e divulgam. As outras não, elas sofrem bem mais porque têm vergonha de se expor. Além do medo, que as outras mulheres também têm, ela tem aquele pensamento, o que os outros vão dizer?

MidiaNews –A senhora já sofreu algum tipo de violência?

Lindinalda Dalla Costa:
Violência física nunca sofri. Mas já sofri violência psicológica, de ouvir que eu era uma pessoa de gênio difícil, e que se largasse de mim eu terminaria meus dias sozinha. Ouvi isso por muito tempo e estava acreditando. Quando decidi me separar, já estava preparada para a solidão eterna (risos), mas não foi isso que aconteceu, logo depois conheci outra pessoa, estamos casados e muito felizes.

MidiaNews – Como é tratada a violência em classes sociais mais elevadas?

Lindinalda Dalla Costa:
Fiz uma audiência de uma mulher de classe abastada, que o homem simplesmente arrancou o olho direito dela. E ela veio sofrendo, sofrendo por anos. E, mesmo com a violência, ela continuou com ele. Depois que ele bateu nela novamente, muitos anos depois, ela resolveu se separar. Mas a gente vê a pessoa tentando salvar o casamento a qualquer custo.

E isso foi em uma pessoa de classe abastada, tanto que essa lesão não foi nem registrada na polícia, foi tratada em hospitais particulares, como se fosse uma queda, um machucado qualquer. Ela usa uma prótese no olho até hoje.
 

A mulher da classe mais alta joga a violência para debaixo do tapete. Mas não quer dizer que ela não sofre violência. Ela tem medo de perder a casa, os bens, o status social, o padrão de vida. Aí, essa mulher passa a viver um mundo de mentiras, mostrando para a sociedade o que ela quer ver. E quem olha, acha que é uma pessoa feliz.

MidiaNews – Grandes tragédias acontecem dentro de casa. Existe uma explicação para isso?

Lindinalda Dalla Costa:
As piores tragédias acontecem dentro de casa. Porque o ser humano usa máscaras. A gente mostra no trabalho, na rua, aquilo que as pessoas querem ver. Mas quando se chega em casa, as máscaras caem. Se baixa a guarda e você passa a ser você mesmo. Por isso que em casa acorrem tantas atrocidades.

Por isso que aquele austríaco, economista renomado, manteve a filha presa no porão por mais de 20 anos e teve seis filhos com ela. Quem que haveria de dizer que aquele ótimo profissional seria um monstro cruel dentro de casa?

Então, há uma grande diferença no padrão social que a pessoa mostra fora de casa, e o que ela é na realidade. As convenções sociais acabam simulando e dissimulando muita coisa, é em casa que se perde a paciência.

MidiaNews – O preconceito pela ascensão da mulher reflete no comportamento masculino?

Lindinalda Dalla Costa: Reflete, e muito. Um homem pode ser super preconceituoso com a ascensão da mulher no mercado de trabalho, mas ele tem uma chefe mulher; e ele não vai lá e agride a chefe. Mas, ele chega em casa e desconta toda a raiva na esposa. Há uma relação de poder velada onde há violência. Ele se acha mais importante, mais forte e poderoso, tanto que pode até bater na mulher, humilhá-la e para manter o domínio.

"Há uma relação de poder velada onde há violência"

MidiaNews – O uso do corpo da mulher, como objeto sexual, possui relação com a violência?

Lindinalda Dalla Costa: O Brasil acostumou a "coisificar" as mulheres, é a "coisificação" do ser humano. As mulheres são endeusadas pelo corpo; apreciadas ou não pelo corpo. Aí são vistas como uma propriedade do homem. Na televisão, usa-se o corpo da mulher para vender de tudo. Desde celular, carro, cerveja... Sempre dão um jeito de colocar uma mulher pelada, ou pouco vestida, no meio das propagandas.

Então há essa coisificação da mulher. Isso em um país extremamente racista, que não diz que é racista. E machista também, mas que não admite. Acontece que, na violência doméstica, nós temos esses dados estatísticos registrados, que não mentem. Aí não tem como esconder, porque vêm os homicídios.

MidiaNews – Qual a posição do Brasil no ranking da violência contra as mulheres?

Lindinalda Dalla Costa:
O Brasil aparece como 7º país do mundo com maior número de mulheres assassinadas, uma taxa de 4,4% para cada 100 mil habitantes. Perdemos até para o Casaquistão e para os países árabes, que mutilam as mulheres. A Idade Média, para as mulheres brasileiras, é hoje.

MidiaNews – Existe uma diferença no índice de violência nos países de primeiro mundo, se comparado ao Brasil?

"A Idade Média, para as mulheres brasileiras, é hoje"

Lindinalda Dalla Costa: Não existe diferença na violência em países de primeiro mundo. Nos Estados Unidos existem um número alarmante de abusos sexuais. O que existe é uma forma diferente no combate e enfrentamento a esses crimes. Estamos nos organizando para enfrentar uma verdadeira guerra.

Não precisamos pensar em crimes lá fora, a nossa realidade já é bem dura. Esses dias, um homem arrastou a mulher pelos cabelos pela casa toda, porque ela lhe negou sexo.

Na Paraíba, fui dar uma palestra e estava lembrando sobre o caso de um estupro coletivo, que ocorreu há pouco tempo. O abuso sexual das mulheres ia ser oferecido como um presente de aniversário. A mulher é uma coisa, um objeto para satisfação sexual do homem.

MidiaNews – Como a Justiça atua nesses casos de violência? Existe respaldo?

Lindinalda Dalla Costa:
Os operadores do Direito, que trabalham com a violência doméstica, sofrem muito com resistências de juízes, de tribunais, que não querem aplicar a Lei Maria da Penha. Nós, que somos defensores da vítima, passamos por muitos problemas. Eu compro qualquer briga com tribunal, com juízes, para defender uma vítima que nunca vi na vida. Elas são a razão de meu trabalho. Eu faço as audiências, mesmo com todas as atividades que tenho, mesmo auxiliando no Senado Federal, eu nunca deixei de realizar a minha função de promotora de Justiça. Já tivemos muitos problemas para defender vítimas. Isso porque eu não admito que essas mulheres sejam vista como apenas números.

MidiaNews – O que a aplicação da Lei Maria da Penha contribuiu para mudar o cenário de violência doméstica?

Lindinalda Dalla Costa:
A partir de 7 de fevereiro deste ano, o Supremo Tribunal Federal reconheceu o crime de lesão como uma violação dos Direitos Humanos - e que o Estado tem que estar presente e proteger essa mulher, mesmo que ela não queira. Nós travamos uma grande batalha nacional para que a lesão leve fosse considerada pública e incondicionada, como esta na Lei. Porque, só assim, vamos conseguir combater a violência doméstica de fato, enquanto a mulher puder desistir da ação, a violência não vai acabar.

Uma mulher que é oprimida, que não tem poder em casa, que não tem vez e nem voz, é chamada para o juiz para saber se ela quer ou não processar o marido. Oras, ela tem vários tipos de medos: perder os filhos, a casa e, principalmente, medo de apanhar mais.

Essa mulher não pode decidir se processa ou não o agressor. O Ministério Público não permite mais esse tipo de situação. Se a mulher foi agredida, se teve ocorrência policial, o Ministério Público vai acionar o agressor na Lei Maria da Penha.

MidiaNews – A Lei Maria da Penha mudou a forma da sociedade encarar a violência doméstica?

Lindinalda Dalla Costa:
Nós ainda temos um número assustador de casos de homicídios. Mas mudou a forma da sociedade encarar a violência. Antigamente, isso não era levado a sério, era visto como um problema de família. Jogado pra debaixo do tapete, levado para juizados especiais onde as pessoas não viam essas mulheres. O problema permanecia no que a gente chama de invisibilidade. Hoje não, prova disso é que você esta aqui me entrevistando sobre esse assunto. O país todo fala sobre a violência doméstica, nunca isso foi tão divulgado. Uma pesquisa que diz que 85% da população conhece a Lei Maria da Penha - e 80% aprova. A única pessoa que não gosta da Lei Maria da Penha são os agressores.

"As únicas pessoas que não gostam da Lei Maria da Penha são os agressores"


MidiaNews – Como a mulher pode saber se está correndo risco de ser vítima de violência?

Lindinalda Dalla Costa:
Geralmente a violência vem de ex-marido, ex-namorado, ex-amante, que não se conforma com o fim do relacionamento. Ele ainda sente ciúmes da mulher, não aceita que ela toque a vida adiante, que fique com outro. Vendo que ela esta com outro, eles se desesperam e matam. Esses homens costumam ser muito ciumentos e dominadores. Eles vão reclamar da roupa que a mulher usa, do contato com as amigas, depois do contato com a mãe, irmãs, família. Ele quer a mulher só pra ele.

Ele começa a ser violento, primeiro, pelas palavras, ela acaba com a auto-estima da companheira, que ela passa a acreditar que tudo que ele fala é verdade. Começa a se sentir culpada por tudo.

Aí, ele parte pra agressão física. Os motivos são os mais banais. A mulher não ter passado a roupa direito, ter repetido o prato de refeição, não ter lavado a roupa.... Ele vai agredir a mulher e dizer que esta batendo por esses motivos. A auto-estima da mulher não existe mais. Aí ela acredita que ele está certo.

MidiaNews – Existem casos de violência de mulher contra mulher? Qual a motivação das agressões?

Lindinalda Dalla Costa:
Temos registros de muitos casos desse tipo. Envolve mãe e filha, sogra e nora, cunhadas, irmãs... e também existe as agressões em relações homoafetivas. Nesse caso, ocorre que uma das mulheres assume a personalidade masculina e as brigas são muito parecidas com as entre homens e mulheres. Os motivos são ciúmes, disputa de poder, inveja, raiva... a forma é sempre violenta, com agressões verbais e físicas. Onde uma mulher é sempre oprimida pela outra. Quando parte para a parte física, as mortes são promovidas a golpes de faca, pancadas. Tudo muito violento.

MidiaNews – Homens que cometem violência e são presos pela Lei Maria da Penha merecem uma segunda chance?

"Ele fica na cadeia por 30, 40 dias e isso é tempo suficiente para que ele repense o que fez"

 

Lindinalda Dalla Costa: Claro que merecem. As pessoas podem mudar de vida. As estatísticas mostram que um homem de bem, que não é bandido, mas que agride a mulher, quando vai preso, ele muda e não volta a cometer a violência doméstica. Ele fica na cadeia por 30, 40 dias e isso é tempo suficiente para que ele repense o que fez. Agora, os casos que envolvem bebida, drogas, onde o homem já possui outros desvios de conduta, ou crimes, esses dificilmente se recuperam. A reincidência é muito grande. Nestes casos é melhor a mulher não insistir e preservar a sua vida.

 

 





 




 

 

 

 
   
   
   
   
 
 

 

Carolina 08.07.12 11h37
Sou fã do seu trabalho Dra Lindinalva, agradeço por ter mulheres como a Sra. Lutando pelos direitos humanos de nós mulheres. Parabéns Mídia News pela belíssima matéria.
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Geraldo 08.07.12 11h06
Li a excelente entrevista em um fôlego só. Esta promotora sabe o que fala . Fiz audiência com ela defendendo um agressor e mesmo assim fiquei fã.
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Monica 08.07.12 11h05
Também é preciso avançar para combater a violência contra as mulheres no trabalho...qualificada como assédio moral...há inúmeras notícias da prática de humilhação, desprezo e péssima educação no ambiente de trabalho contra as muheres,praticadas por chefes em posição superior, pior, inclusives praticada por outras muheres-chefas, que além de não ter educação, devem sofrer da síndrome do mal-amado...É hora de avançar na proteção legislativa dessas aberrações também...pq se uma mulher, no ambiente de trabalho, xinga um homem corre o risco de tomar um soco na cara e ficar sem dentes, se xinga outra mulher, falta essa defesa física...
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Ivanildo 08.07.12 10h56
Dra para Senadora! Esta sim ia fazer o orgulho de Mato Grosso no Senado. Humana e social. Esta é gente e gosta de gente. Eu voto.
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Fabiana 08.07.12 10h52
Orgulho pra Mato Grosso! Impressionante o reconhecimento que o Brasil faz ao trabalho da Dra. Lindinalva. Não conhecia a sessão criada no "Portal Brasil". Fiquei impressionada e orgulhosa ao ver o nome dela no meio de tantas celebridades nacionais. Poderosa!
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Jeverson 08.07.12 10h29
Lindas: A entrevista e a promotora. Com todo respeito
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Professor Vinícius 08.07.12 10h12
Brava e justa! Quem bate em mulher não gosta dela, quem não agride, como eu, é seu fã. Ela este em nossa escola a noite dando palestra. Os alunos comentam até hoje. O trabalho da Dra. é muito eficiente.
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Paola Franco 08.07.12 10h02
A Promotora Lindinalva é simplesmente MARAVILHOSA. O trabalho que ela faz na defesa das mulheres faz a diferença, empodera as vítimas. Parabéns pela reportagem
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bento 08.07.12 09h57
Parabéns pela a atual, informativa e detalhada entrevista da Promotora Lindinalva sobre a violência, especialmente por ser a mulher uma das partes fragilizadas culturalmente no processo de formação da sociedade brasileira. Não há mesmo meio de combater a ignorância se não priorizarmos a familia, a educação e a saúde, especialmente a base familiar, que se não alicerçada desencadeia todos os males: E aquele velho ditado de comparar o ser humano com uma plantinha ainda é válido. Se uma criança corrigida e educada no inicio, terá mais facilidade de se integrar nas exigências das normas da sociedade. Por isso, o grande valor da participação dos pais na plena educação dos filhos. Não sendo também ausentes, ou omisso; já que nem sempre a presença física quer dizer participação, ou seja o exemplo fala, e a plena liberdade leva os noviços à libertinagem, se não vigiados. A viga mestra da mudança estrutural da violência no Brasil deve partir da plena inserção da cidadania no combate de mazelas como sabemos, e a família é sempre a base, daí provem os bons e maus cidadãos do amanhã. As autoridades devem buscar na educação coletiva o despertar que o direito objetivo, é uma hipótese, e o reverso de cada direito há uma obrigação. E a educação coletiva deve de assumir uma postura de mais responsabilidade de sermos participativo, mais humanos e responsáveis. Uma sociedade de inertes não chegará a um futuro de progresso.
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laura miranda 08.07.12 09h19
obrigada promotora.depois de ver sua entrevista num jornal local na tv, tive coragem de denunciar pressoa psicologica que sofri por 25 anos.hje estou tranquila pois tdo esta nas maos da justiça. hje sei que nos mulheres temos uma lei, uma PROMOTORA,que nos defende.fiquei na casa de amaparo fui mto bem tratada.obrigada por tudo.suas palavras me ajudaram mto.DEUS TE ABENÇOE a ajudar mais e mais mulehers como eu.
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