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Entrevistas com autoridades e personalidades ligadas à área de defesa da mulher contra a violência doméstica
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Mônica Veloso - secretária-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região
06/03/11 
 

Qual sua opinião sobre a mulher no mercado de trabalho hoje?
Mônica Veloso: As mulheres estão cada vez mais assumindo um espaço muito grande, não só porque atualmente nós temos um mercado aquecido, mas porque temos uma mão-de-obra feminina qualificada que atende o que esse mercado hoje exige. Nesse aspecto, as mulheres, podemos dizer, avançaram de maneira muito positiva. Por outro lado, ainda temos um mercado que, do ponto de vista econômico, não coloca as trabalhadoras no mesmo patamar de reconhecimento econômico que os homens. Esse continua sendo um desafio muito grande para a sociedade brasileira que pensa um país cada vez mais igualitário. Não dá para pensar políticas que caminham nessa direção se a gente não corrigir as distorções que acontecem na prática. Entre política e prática não deve haver distorção.

O fato de a presidente Dilma ser a primeira mulher a governar o Brasil tem um efeito mais simbólico ou real?
É um marco histórico no Brasil porque o Brasil finalizou um governo [Lula] que garantiu políticas que dão base para que esse novo momento histórico, de ser governado por uma mulher, por sua vez dê as condições para a sociedade brasileira alcançar o desenvolvimento pleno que tanto buscou. E o governo Lula procurou construir as bases pra consolidar isso. Acho que o momento agora deve ser o de uma política de consolidação. Vamos lembrar que, no primeiro discurso como presidenta eleita, Dilma Rousseff disse que não mediria esforços pra buscar uma sociedade de igualdade e cada vez mais equilibrada nas relações de gênero. Reconhecer a força das trabalhadoras e as mulheres brasileiras é garantir uma sociedade que busca mesmo o outro mundo possível.

Nota alguma mudança na realidade desde a implantação da Lei Maria da Penha?
Sim. Cada vez mais isso está deixando de ser tratado como algo privado e está se tornando um debate público. É isso o que as mulheres querem, buscar o debate público em relação à vida doméstica. Isso não deve ser uma discussão privada, só da conta das pessoas que vivem [a violência doméstica]. É da conta da sociedade que precisa colocar serviços públicos adequados, competentes para atender a situação de violência. A Lei Maria da Penha deu visibilidade e respaldo para que as mulheres pudessem sair do anonimato e do privado e utilizar isso como instrumento de denúncia. Violência contras as mulheres traz reflexos para a estrutura familiar, no processo de desenvolvimento infantil. É uma discussão de política pública. É necessário por exemplo que as delegacias da mulher e as comuns estejam preparadas do ponto de vista técnico e jurídico para atender. Não adianta ter delegacia da mulher das 8 às 5 da tarde se a violência acontece à noite, nos finais de semana.

Como vê a realidade das mulheres em países como o Irã?
Se a gente começa a pensar cada vez mais uma sociedade, que é um mundo globalizado, resgatando valores, princípios de solidariedade, de construção de desenvolvimento humano, não dá pra aceitar o que vivem essas mulheres, num patamar de preconceito, como no caso dessas companheiras, ainda que haja as questões de fundo cultural muito forte. Não só quanto à rigidez islâmica. Podemos falar das centenas de milhares de crianças-mulheres que são mutiladas, especialmente nos países africanos, devido às questões culturais, à sexualidade dessas mulheres. A sociedade contemporânea que discute acabar com a fome também precisa ser a sociedade que precisa encontrar um equilíbrio entre o respeito cultural e religioso e os direitos fundamentais.


 

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