Cuiabá, Quinta-Feira, dia 18 de Janeiro de 2018
Busca: 
Quem Somos Jurisprudência Promotoras Legais Peças Processuais Livros Projetos e Campanhas Homenagens Agenda Copevid

Notícias

Nome:
E-mail:
Seu amigo:
E-mail dele:
Assunto:
Comentário:
SINTAP/MT ORGANIZA CHÁ DA TARDE COM PALESTRA ACERCA DO EMPODERAMENTO DA MULHER
10/03/17 - 15:00 
 

 Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a Presidente do SINTAP/MT (Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal do Estado de Mato Grosso), Diany Dias, organizou chá da tarde, realizado no dia 10 de março de 2017 às 15 horas, na Sede Social da ASSIN/MT, com palestras acerca do empoderamento feminino.

A Promotora de Justiça Lindinalva Rodrigues foi uma das convidadas e proferiu palestra com o tema: ‘Violação aos Direitos Humanos das Mulheres’. Inicialmente, Lindinalva faz um passeio pelo mundo, a fim de expor as violências praticadas contra as mulheres: na África onde as meninas, de 04 a 12 anos, tem seus clitólis extirpados; no oeste e leste da África e no sul da Ásia onde meninas são forçadas a se casar com homens até 50 anos mais velhos; na Índia, no Código de Manu, a mulher não tinha sequer o direito à vida, pois, quando seu esposo falecia ela deveria ser incinerada junto dele; na China, devido a política do filho único, as meninas eram “descartadas”, pois o casal dava preferência a ter filho homem. Toda essa violência a mulher era obrigada a suportar devido seu gênero, pelo simples fato de ser mulher.

Lindinalva também enfatizou as violências que as próprias mulheres praticam contra si a fim de “agradar” aos homens. Como as Gueixas (mulheres japonesas que se dedicam à arte de dança e canto, que vestem trajes tradicionais característicos) passam toda a sua vida “dentro” de sapatos minúsculos que lhes atrofiam os pés, pois pés pequenos agradam aos homens. Outro exemplo é das mulheres girafas, que usam até 10 kg de argolas no pescoço como sinal de beleza e status. A Promotora resaltou que as mulheres brasileiras não estão longe dessa realidade e citou como exemplo a aplicação de hidrogel, uma substância sintética, no glúteo para ficar com o bumbum avantajado e nas pernas – em alguns casos têm provocado necroses horríveis, dores insuportáveis, embolia e trombose.

Com relação violência de gênero no Brasil, Lindinalva resaltou que a cada 100 mulheres assassinadas, 70 são assassinadas no âm.bito de suas relações domésticas, bem como, esses crimes, hoje denominados feminicídios, são praticados com requinte de crueldade, isto porque, em regra, motivado por um sentimento de posse, o homem prefere violentar sua companheira, do que aceitar a ideia de não tê-la mais e não têm relação direta com uso de drogas ou bebidas alcoólicas.

Ressaltou que a violência não começa da forma mais grave, ou mais explícita, como uma agressão física, mas tem seu início com o controle, o parceiro começa a controlar as roupas, amizades e conversas da parceira.

A Promotora também evidenciou que o machismo é inserido desde a criação, pois as próprias mulheres, as mães, ensinam o filho a ser machista ao criar as meninas e os meninos de forma diferentes, concedendo privilégios aos meninos e restringindo as meninas.

A desunião entre as mulheres também é um favor que coopera para que a violência se perpetue, pois mesmo sendo 53% das eleitoras, as mulheres não elegem mulheres, as próprias mulheres não se unem para empoderar-se.

A violência contra a mulher no âmbito doméstico não fere só a mulher, mas toda a família. Uma criança que cresce em um ambiente no qual é “natural” sua mãe ser agredida pelo companheiro, poderá no futuro se tornar um agressor, ou quando se trata de menina, ao crescer e se tornar mulher é uma potencial vítima, pois aceitará com mais naturalidade ser agredida, tanto fisicamente quanto psicologicamente. O homem violento não mata a mulher, em regra, com arma de fogo, mas com o que tiver ao seu alcance, como facas, fio de telefone, banco ou até mesmo com as próprias mãos.

Lindinalva ressaltou o maior motivo que leva uma mulher a se manter em uma relação abusiva e violenta é o medo da solidão e que em decorrência desse medo de se ver só, acaba presa a um relacionamento abusivo, fazendo de tudo para salvar a relação e que: “As mulheres não querem viver sem homens, mas querem viver sem a violência.”

A ex-senadora Serys Marly Slhessarenko também palestrou e evidenciou que a participação da mulher na política é fundamental para o empoderamento feminino e que ninguém lutará pela mulher a não ser ela mesma.


Nome:
E-mail:
Título:
Comentário:
Comentários Envie o seu
 
Não foi feito nenhum comentário para esta matéria até o presente momento
Mais Notícias
01/12/15
Promotora participa de audiência pública no Senado Federal
15/06/15
Polícia Militar recebe capacitação em violência doméstica
23/05/15
Rondonópolis realiza seminário para discutir as dificuldades das mulheres
20/05/15
Sistema de intenação de adolescentes infratores enfrenta carência de políticas públicas essenciais
23/04/15
Se forma a segunda turma das Promotoras Legais Populares de Cuiabá
15/04/15
Audiência Pública em Cuiabá debate a inclusão de questões de gênero nos currículos escolares
14/04/15
Promotora auxilia CPI das Próteses do Senado Federal
08/03/15
A luta pela igualdade de gênero está apenas engatinhando
19/12/14
A Cultura da Violência contra a Mulher
27/11/14
Promotora visita Centro de Referência da Paraíba
10/11/14
Promotora de Justiça recebe moção de aplausos por trabalho em prol da defesa dos direitos de mulheres vítimas de violência
09/10/14
Promotora de Justiça de MT participa de oficina sobre feminicídio
08/10/14
Promotores de Justiça participam de oficina sobre feminicídio em Brasília
22/08/14
Promotora de Mato Grosso recebe homenagem do Ministério Público do Piauí
04/08/14
MP-SP lança campanha de apoio ao projeto de lei que inclui o feminicídio no Código Penal
21/07/14
Em Manaus Copevid se reúne para aprimoramento do combate à violência doméstica
10/04/14
Adiado relatório do PL que permitiria a suspensão condicional dos processos de violência doméstica
10/04/14
CNJ é contrário a alteração da Lei Maria da Penha e a suspensão condicional do processo
09/04/14
Promotora avalia que projeto para alterar a Lei Maria da Penha é um retrocesso inadmissível
PALESTRA EM ENCONTRO NACIONAL DA DEFENSORIA PÚBLICA
Poderes se unem contra a violência doméstica - Lançamento do Projeto "Homens que Agradam NÃO Agridem"
D2 Comunicação Ltda
Rua 14, nº 125-A, Bairro Boa Esperança, Cep nº 78.068-775, Cuiabá/MT CNPJ 08.604.523/0001-59. Fone: (65) 9998-9173